CAPÍTULO 25 - MACABRO
— Aonde vai, esposa? — Do que me chamou? Ele sorri de lado. — Esposa. Estaco. O ar entra pesado pelos pulmões. — Aiden… a partir de agora, tenha muito cuidado com suas palavras. — Adessa? É você? Solto uma gargalhada seca e sigo até o carro, deixando-o para trás. — No, nay, never… Ele surge ao meu lado num instante, apoiando os braços na janela aberta. — O que disse? — Nada. Só cantei o refrão daquela música… no pub. Não se lembra? Na nossa lua de mel. — Amor… — sorrio — já esqueceu? — Não. — Ele força um sorriso. — Foram os melhores dias da minha vida. Hesita. — Você ainda me ama? Rio de novo. — Você é tão inseguro… isso é fofo. — Aonde vai? Piso no acelerador, impaciente. — Resolver alguns problemas. Por quê? Não posso sair? Ele recua, confuso. — Claro que pode. Você não é minha prisioneira… Você me aceitou como sou. Lembra? Inclino a cabeça, fingindo pensar. — Aceitei? — Baby… — Ah… é. Aceitei. O carro arranca. Pelo retrovisor, vejo Aiden parado na calçada, perdido. E eu… pensando n...