CAPÍTULO 18 - AOS SETE
— Sweet tinha cauda e chifres? — Tinha. E o Vincenzo, asas enormes grudadas nas costas. Não ri. — Perdão. — Aiden sorri. — É que a sua versão dos fatos é… interessante. Meu estômago afunda. O peito aperta. — O que tem de interessante em saber que fui traída pela minha melhor amiga e pelo homem que amo? — Você ainda o ama? — Sim. — Baixo a cabeça. — Mas vai passar. Tudo passa. — Espero que sim. — Por quê? — Porque agora eu… — Fala! — Minha garganta seca. — Você o quê? — Você e eu… — Você é tímido. — Sorrio, apesar do frio na barriga. — Que fofo. — Não é timidez. É medo de ser rejeitado de novo. — Eu nunca te rejeitei. — Mas não me ama. — Isso leva tempo e convivência, né? — Desde quando você conviveu com o Vincenzo pra amar daquele jeito? — Eu não sei… — Suspiro, me jogando no sofá. — É estranho. — Ele some. E quando você quase segue em frente, ele volta e te enche de esperança. — Eu sei… — Exalo devagar. — Eu vou mudar. Eu preciso. — Eu te ajudo. — Como? — Calma....