CAPÍTULO 19 - ESTRANHOS
— A festa acabou. Você não precisa seguir a gente até o estacionamento. — Ele disse que vai me ajudar a carregar meus presentes, mãe. — Não vai, não! Aiden carrega. Eu também. E para de balançar essa cabeça! — rosno para o panda, que insiste em nos acompanhar. — Mãe! Ele é meu amigo! — Não é, Antoine! Você nem sabe quem ele é! Já tirou essa máscara idiota? — Não precisa, mãe… — ela responde, sorrindo, de mãos dadas com ele. — A gente conversa de outro jeito. — Que jeito, Antoine!? — Aqui. — ela aponta para a própria cabeça. Alguma coisa em mim estoura. A caixa amassa contra a cabeça redonda do panda. Ele se curva. Eu continuo. Bato. Empurro. — Para, mãe! Ele é bom! — Quem é você!? — grito. — Eu te proíbo de entrar na cabeça da minha filha! Eu te proíbo! Entendeu!? Fala comigo! — Adessa. — Doc intervém, firme, arrancando a caixa das minhas mãos. — Pare. Agora. Antoine está chorando. Eu caio de joelhos. — Me perdoa… eu tô com medo, filha… me perdoa… — Não fica não, m...