CAPÍTULO 23 - EILEEN - VOLUME I
ANOS 70 Acostumada a ter o que quero, quando quero, não aceito um “não” como resposta. Entristeço meus tios com minha atitude, eu sei… mas não consigo ser diferente. E por quê seria? Consigo tudo sendo assim. Não faz sentido mudar só pra agradá-los. Eu os amo. São mais do que tios. São meus pais. Foram eles que me acolheram quando minha mãe biológica me largou na porta do pub. Devo agradecer por ter sido de manhã? Se aquela vagabunda tivesse me abandonado à noite, eu teria sido pisoteada por esse bando de bêbados barulhentos que frequentam o “Eileen Pub”. E, claro… deram meu nome ao lugar. Agora todo mundo me conhece. Estupidez. Dar meu nome a um lugar de onde eu só quero fugir. Eu não fui salva da morte à toa. Não mesmo. Não foi pra ficar atrás de um balcão servindo “Baby Guinness” sem parar. Eu amo meus tios. Mas odeio esse bar. Eu nasci pra dançar. Será que ninguém entende isso? Hoje é dia de Trad Sessions. Pela enésima vez, o povo se junta aos músicos e canta The Wild Rover. Meus t...